Licínia de Fátima Paulino Q. Ferreira Costa, para nós e como fazia questão de ser chamada, simplesmente ANA LEE, deixou-nos. Foi como se nos tivesse oferecido um último poema longo, longo de 46 anos de melodias, de harmonias, de desarmonias, de acordes alegres em “dó maior” e de feridas dolorosas em “si menor”. Deixou-nos cedo, demasiado cedo, apenas cumpridos os 46 anos.Por tudo o que fizeste, construiste e nos deixaste, atrevo-me a dizer que “Fugiste da escola da vida”, minha cara amiga, minha poetisa, minha artista. Fugiste, e nada disseste. Não disseste se “Vais Voltar” para uma “imperial fresquinha”, ou para nos enviares mais uma das tuas longas e belas SMS”.
E fugiste antes de tempo, deixando-nos mais tristes, mais sós e mais órfãos!
Se eu tivesse o engenho e a arte que passeaste por esta vida, dir-te-ia coisas ainda mais lindas do que aquelas que nos escrevestes.
Estamos aqui para nos despedirmos de ti e para te dizer que a suavidade de um poema merece as honras e as belezas do paraíso onde te encontras.
Infelizmente só depois de partires nesta viagem sem retorno é que compreendemos aquilo que enquanto presente não era possível compreender, a tua visão de liberdade, os teus princípios, a tua verticalidade, o teu forte espírito de solidarieade, as tuas mágoas, e parafraseando um dos teus poemas”A força de ser gente Com ânsias de mudança”.
Ana LEE, foi militante e candidata do Bloco de Esquerda à Assembleia de freguesia de Santo António dos Cavaleiros, aqui fica um dos poemas que ela dedicou ao Bloco, escrito em Julho 2005:
Ser Bloquista
É ser mais alto
(Não é ser maior que os homens)
Mas ter na essência
A voz acesa da coerência
Ser Bloquista
É ter inscrito na mente
A força de ser gente
Com ânsias de mudança
Ser Bloquista
É sentir no coração
Quão valiosa é a nossa missão
De tentar mudar a podridão
Ser Bloquista
É ser parte de um povo
Que luta por algo novo
Que conduza à plena justiça
Ser Bloquista
È trazer no peito a bandeira
De levar a cada ser que queira
Fazer do Bloco a causa abraçada
Só faz sentido ser Bloquista
Se se ambicionar a conquista
De ter voz activa nesta sociedade
E sê-lo de corpo e alma
De orgulho portentoso
De quanto é precioso
Que se ouça a nossa voz!
É ser mais alto
(Não é ser maior que os homens)
Mas ter na essência
A voz acesa da coerência
Ser Bloquista
É ter inscrito na mente
A força de ser gente
Com ânsias de mudança
Ser Bloquista
É sentir no coração
Quão valiosa é a nossa missão
De tentar mudar a podridão
Ser Bloquista
É ser parte de um povo
Que luta por algo novo
Que conduza à plena justiça
Ser Bloquista
È trazer no peito a bandeira
De levar a cada ser que queira
Fazer do Bloco a causa abraçada
Só faz sentido ser Bloquista
Se se ambicionar a conquista
De ter voz activa nesta sociedade
E sê-lo de corpo e alma
De orgulho portentoso
De quanto é precioso
Que se ouça a nossa voz!
Descansa em paz, na paz dos justos, dirá a Igreja, e na paz dos artistas, criadores de beleza e de emoções, diremos nós. Até sempre. Ana Lee!
M. Silvestre
M. Silvestre





Bloco LOURES/ODIVELAS












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